Cardiopatia Congênita

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01.mar.17

Você sabia que 01 em cada 100 crianças nasce com cardiopatia congênita?

E sabia que é possível detectar defeitos no coração através do teste do coraçãozinho?

O teste do coraçãozinho deve ser realizado após as primeiras 24 horas de vida e antes da alta hospitalar, através da oximetria de pulso.

É um teste simples, indolor e não invasivo. Possui um custo baixíssimo, pois utiliza um aparelho existente em maternidades e UTIs, e pode ser realizado por um profissional de enfermagem em menos de cinco minutos.

Através do resultado da saturação de oxigênio medida pelo oxímetro, pode ser identificada a necessidade de realização de exames complementares como um ecocardiograma.

Este teste salva vidas, pois uma cardiopatia grave não detectada pode levar a morte em poucas horas ou dias.

Em estudos publicados recentemente na revista “Pediatrics” e “The Lancet” ficou comprovado a eficácia do teste. A Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações esta propondo um Projeto de Lei dispondo sobre a obrigatoriedade do teste em todos os recém nascidos, diversos países já adotaram o teste e em algumas cidades e estados brasileiros este já se tornou lei.

Quando a Sofia nasceu, foi identificado ainda na maternidade através da ausculta cardíaca, um sopro no seu coração. Mas nem sempre um defeito cardíaco é acompanhado de um sopro (ruído), por isso o mais indicado é que seja realizado um teste com oxímetro.

Após a alta da maternidade realizamos alguns exames e descobrimos que o sopro era consequência de uma CIA (Comunicação Interarterial) e uma CIV (Comunicação Interventricular). A CIA fechou naturalmente antes de ela completar os 6 meses de vida, o que é relativamente comum e pode acontecer com outras crianças. A CIV foi corrigida através de uma cirurgia cardíaca que ela realizou quando tinha 09 meses de idade.

A ONG Pequenos Corações auxilia as famílias de crianças cardiopatas em todo o Brasil. O principal objetivo da ONG é esclarecer sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

Para maiores informações acesse o site www.pequenoscoracoes.com

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